Uma sociedade de cabeça erguida – literalmente

As pessoas estão se cansando dos smartphones. E agora?

Pode ser difícil de acreditar. Afinal, nunca se usou tanto os smartphones quanto hoje.

Mas não faltam exemplos para comprovar uma dura realidade: a queda costuma suceder o pico.

Alguns sinais são claros, como o número de jovens da Geração Z que estão abandonando definitivamente as redes sociais (34%).

Outros sinais, são mais sutis. Um deles é o aumento da procura por Smart Speakers.

Essas caixas de som interativas, que funcionam como assistentes pessoais – Siri (Iphone) e a BixBy (Samsung) – já têm lugar cativo em 41% das residências americanas.

Os podcasts também avançam à todo vapor conquistando os ouvidos atentos de milhões e milhões de pessoas.

Lembro de ouvir repetidamente, na Faculdade de Jornalismo, comparações entre o jornal impresso e o rádio.

Professores e especialistas sentenciaram a morte definitiva dessas duas “mídias do passado”, sem hesitação.

Vozes saudosistas recordavam o tempo em que a família se reunia ao redor do aparelho de rádio durante horas e horas. Um ritual extinto ao longo das últimas décadas.

Parecia ser o fim. Mas não foi.

Pessoas em volta de uma fogueira interagindo.

A nova “era dourada do áudio”

Os smartphones exigem muito de nós. Nossa atenção, nossos dedos e nossa visão.

Precisamos ajustar nosso tronco e curvar a cabeça para encarar suas telas, o que já se provou um grande perigo.

Acidentes de trânsito são o exemplo mais cruel da incompatibilidade dos smartphones com o nosso dia a dia na sociedade atual.

Em contrapartida, dispositivos de áudio, como os Smart Speakers, se incorporam com maior naturalidade ao nosso corpo e à nossa rotina.

A medida que tecnologias como essa avançarem para mais residências e automóveis, o uso de smartphones será reduzido.

Com Smart Speakers podemos perguntar, obter respostas e nos informar através de interações vocais. E o melhor, sem comprometer o uso das nossas mãos e de nossos olhos.

Imagine poder fazer conversar com seus amigos, ouvir o jornal e pegar um endereço sem precisar olhar pra baixo.

Estamos livres para ficar de cabeça erguida novamente.

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