O que acontece quando (quase) tudo for decidido por robôs?

De acordo, com Noah Harari, enquanto a tecnologia avança, sentimentos saem de foco e abrem espaço para robôs, IA, Big Data e Biotecnologia.

A era da dúvida está chegando ao fim. Em um futuro breve, vamos contar com os robôs para todas nossas decisões.

Ficção científica? Muito pelo contrário. Essa transformação já está em curso e é muito improvável que seja impedida.

Pense bem….

Quando você precisa tirar uma dúvida, descobrir um caminho ou verificar se amanhã vai chover, como você encontra essas informações?

Acessando enciclopédias, vagando pelas ruas sem compromisso ou observando o céu? Eu dúvido muito!!

Você vai perguntar para o Google, Waze e Climatempo.

Sim, o papai Google já responde quase todas nossas perguntas, mas ainda não decide por nós.

Isso por que o Google reúne uma quantidade absurda de conhecimento sobre aquilo que é externo, mas ainda não domina nosso universo interior. Nosso EU.

Mas isso vai mudar,  e numa velocidade alucinante!

Pare para observar quantas pessoas utilizam relógios inteligentes em seus pulsos.

Dispositivos como esse, capazes de monitorar nossos sinais vitais, serão ferramentas indispensáveis do cidadão das próximas décadas.

Unindo tais dispositivos à Big Data e Inteligência Artificial, empresas vão saber mais sobre nós do que nós mesmos.


Quem nunca se viu desperdiçando minutos preciosos para decidir o que vai comer no restaurante, ou a roupa perfeita pra ir na balada.

Também temos dificuldades em escolhas mais complexas, como o emprego que “mais combina comigo” ou a “pessoa certa”.

Agora imagine o seguinte…

Um relógio inteligente monitora seus sinais vitais em tempo real e envia todos esses dados para a nuvem.

Conforme você navega no Instagram, por exemplo, sistemas avançados vão detectar qual perfil mais acelerou seus batimentos cardíacos e mais aumentou sua temperatura corporal.

Enquanto você poder ter alguma dúvida sobre a garota ou garoto que acha mais atraente, os robozinhos tem absoluta certeza!

Nossos sentimentos são imprecisos e nos confundem. E por isso serão deixados de lado na tomada de decisão.

E quanto à publicidade?

Como Noah Harari coloca em seu livro, “21 Lições para o Séc 21”, é muito provável que a publicidade se torne uma atividade obsoleta.

No momento que você puder perguntar para o Google, “Qual carro melhor atende aos meus desejos e necessidades?” e o Google puder oferecer a resposta certa, com bases em dados bioquímicos individuais e IA altamente avançada,  o anúncio passa a ser inútil.

Acho que precisamos repensar a publicidade do futuro.

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